Quem mora em casa com fossa conhece o ciclo: o cheiro aparece, o ralo começa a devolver, e lá se vai mais uma visita do caminhão limpa-fossa. O que pouca gente sabe é que a fossa é um sistema vivo. Quando ela para de funcionar, quase sempre foi porque alguma coisa matou as bactérias que trabalham lá dentro.
A fossa séptica funciona por digestão biológica: bactérias consomem o esgoto e reduzem o volume de lodo. Cloro, água sanitária e desinfetante em excesso matam essas bactérias, e aí a fossa enche rápido, cheira mal e entope. Repor as bactérias com um aditivo biológico reativa o sistema e alonga o intervalo entre as limpezas. Vale o mesmo pra caixa de gordura. Fossa transbordando ou esgoto voltando pra dentro de casa é caso de limpa-fossa profissional primeiro; o aditivo entra depois, como manutenção.
Se a fossa já está transbordando, chame limpa-fossa primeiro. Para manutenção e prevenção, estes são os itens que entram no sistema: bactéria para fossa/caixa de gordura, caixas corretas e ralos que bloqueiam cheiro.

Aditivo biológico para manutenção de fossa séptica e caixa de gordura. Ajuda a repor bactérias e reduzir mau cheiro quando usado como rotina.
Ver produto →
Retém óleo e resíduos da pia antes de seguir para a rede ou fossa. Essencial em cozinha, área gourmet e churrasqueira.
Ver produto →
Ponto de acesso para manutenção da tubulação de esgoto. Evita quebradeira quando precisa desentupir ou inspecionar.
Ver produto →Dentro da fossa séptica, bilhões de bactérias fazem o trabalho pesado: digerem a matéria orgânica, reduzem o lodo e deixam o líquido seguir pro sumidouro. Quando esse exército está saudável, a fossa se mantém sozinha por muito tempo.
O problema é que tudo que a gente joga no ralo chega lá. Água sanitária, desinfetante, cloro, soda cáustica e até excesso de detergente vão matando as bactérias aos poucos. Sem elas, o lodo para de ser digerido e só acumula. Resultado: fossa cheia em poucos meses, cheiro forte e, no limite, esgoto voltando pelos ralos.
Na caixa de gordura a lógica é igual: a gordura da pia se acumula, endurece e entope, porque não tem quem a digira.
O aditivo é basicamente um reforço do exército: um concentrado de bactérias e enzimas que você joga no vaso ou no ralo, e que reativa a digestão dentro da fossa e da caixa de gordura. Com o sistema trabalhando de novo, o lodo volta a ser consumido, o cheiro diminui e o intervalo entre limpezas aumenta.
O que eu uso e indico é o Biol 2000: biodegradável, serve pra fossa e pra caixa de gordura, e resolve sem precisar abrir nada nem mexer com sujeira. A aplicação é simples, seguindo a dosagem do rótulo conforme o tamanho da fossa. Mostrei ele funcionando neste vídeo:
Duas regras pra ele continuar funcionando: aplicar na frequência que o fabricante indica (as bactérias precisam de reposição) e maneirar no cloro e na água sanitária no dia a dia, senão você mata o reforço que acabou de pagar.
A fossa recebe o esgoto final, mas o caminho até ela importa. A pia da cozinha precisa passar antes por uma caixa de gordura, porque óleo e gordura endurecem dentro do cano. Banheiro, lavanderia e áreas molhadas precisam de ralo ou caixa sifonada para bloquear cheiro. E a tubulação precisa de caixa de inspeção/passagem nos pontos certos para permitir manutenção.
Quando falta uma dessas peças, o problema aparece como mau cheiro, ralo borbulhando, pia voltando água ou entupimento recorrente. Por isso este artigo faz parte do guia de fossa, esgoto e ralos.
Veja a Central de Soluções do @oxdaobra e os outros artigos de manutenção da casa.