Quem constrói onde não tem rede de esgoto precisa decidir como tratar o esgoto da casa. Fossa "negra", fossa séptica, sumidouro, biodigestor: os nomes se misturam. Aqui você entende o que é cada um e como escolher sem errar (nem contaminar o lençol freático).
Se existe rede pública na rua, o certo (e geralmente obrigatório) é ligar nela. Sem rede, o padrão é fossa séptica + sumidouro (ou vala de infiltração): a fossa séptica faz a digestão biológica do esgoto e o sumidouro infiltra o líquido tratado no solo. A fossa biodigestora é uma versão mais moderna e compacta, que trata melhor e facilita a manutenção. O que NÃO vale é a "fossa negra" (buraco sem tratamento), que contamina o solo e a água. O tamanho e o tipo dependem do número de pessoas e do solo, então o projeto deve ser feito por um profissional, seguindo as normas técnicas.
Independente do tipo escolhido, a manutenção biológica é o que mantém tudo funcionando:

Repõe as bactérias que digerem o esgoto na fossa séptica e no biodigestor. Uso de rotina reduz cheiro e o intervalo de limpeza.
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Tanque pronto pra instalar. Escolha o tamanho pelo número de pessoas da casa e valide o dimensionamento com profissional.
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Ponto de acesso pra manutenção da tubulação até a fossa. Facilita inspeção e desentupimento.
Ver produto →Se passa rede coletora de esgoto na sua rua, o correto é ligar a casa na rede. Além de ser o destino ambientalmente certo, costuma ser obrigatório pela concessionária e pela prefeitura. Fossa só entra quando não há rede disponível (zona rural, chácara, loteamento sem saneamento).
É o sistema mais comum onde não tem rede. Funciona em duas etapas:
Ou seja: a fossa séptica não é um buraco só, ela trata; o sumidouro dá destino ao efluente. A manutenção é repor bactéria e fazer o limpa-fossa periódico do lodo.
A fossa séptica biodigestora é um tanque pré-fabricado (geralmente de polietileno) com câmaras que melhoram a digestão do esgoto. As vantagens: instalação mais rápida, ocupa menos espaço, trata melhor o efluente e costuma facilitar a manutenção (em vários modelos, o lodo tratado sai por um registro, sem precisar de caminhão com a mesma frequência). Precisa de reposição de bactéria e do destino correto do efluente final.

Tanque pronto pra instalar. Escolha o tamanho pelo número de pessoas da casa e valide o dimensionamento com profissional.
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Mantém a digestão ativa no biodigestor, reduzindo cheiro e acúmulo de lodo.
Ver produto →Ela junta, num tanque só, o que antes eram duas estruturas (tanque séptico + filtro). O caminho do esgoto é mais ou menos assim:
Por causa desse tratamento em etapas, a biodigestora costuma pedir retirada de lodo só a cada 12 a 18 meses (varia com o uso e o tamanho), e produz um efluente mais limpo que a fossa comum. A regra de ouro pra ela funcionar é a mesma: nada de cloro/água sanitária em excesso, que matam as bactérias do reator.
| Sistema | Trata o esgoto? | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Rede pública | Sim (na estação) | Sempre que existir rede na rua |
| Fossa séptica + sumidouro | Sim (digestão + infiltração) | Sem rede, solo que absorve bem |
| Fossa biodigestora | Sim (melhor tratamento) | Sem rede, quer compacto e menos manutenção |
| Fossa "negra" / rudimentar | Não | Nunca (contamina solo e água) |
Dois fatores mandam: o número de pessoas (quanto esgoto a casa gera por dia) e o solo (o quanto ele absorve água, medido por um teste de infiltração). Solo que absorve mal pode inviabilizar o sumidouro e pedir outra solução. Por isso o dimensionamento não é "chute".
Veja o guia de saneamento do @oxdaobra e o artigo de manutenção da fossa.